domingo, 23 de julho de 2017

"Não podemos dissociar o desempenho da Galp do que o Crude faz" - Análise à Galp

A Galp foi um dos títulos do PSI20 que mais cresceu em 2016 (exactamente 60%, de mínimos a máximos). Já o presente ano tem sido marcado pela incerteza e lateralização. Não podemos dissociar o desempenho da Galp do que o Crude faz, e este está a viver um péssimo ano. Nem tanto pela amplitude percentual da queda que tem sofrido, mas pela sustentabilidade da mesma. Máximos relativos nesta matéria-prima consecutivamente inferiores ao anterior sinalizam uma tendência descendente, e Galp acaba por ir um pouco à boleia. 

Olhando para o gráfico desta cotada, tudo indicia que terá activado recentemente um padrão de inversão no gráfico de 4 horas que a pode levar até ao gap dos 14 euros. Contudo, pessoalmente estou um pouco céptico. Se olharmos para o conjunto, vemos que o crude está "preso" numa resistência, e que esta pode demorar algum tempo a ser ultrapassada. A ser assim, e se a Galp acompanhar, poderá dar-se o compromisso descendente deste padrão de inversão. Outro aspecto pouco atractivo neste padrão é a inexistência de referências intermédias de stop, que baixam o seu potencial de negociação para uns pouco atractivos 1:1. 

Para quem está dentro, para onde olhar? Neste momento, para os 13 euros. A ser comprometida essa referência, o título poderá deslizar de forma mais significativa, se bem que é de salientar que tanto a Galp como o crude se movem geralmente por swings. Mas, a faltarem os suportes, o risco aumenta substancialmente! De um ponto de vista mais optimista, o desafio será que se ultrapassem os 14,14€, zona marcada pelo início do gap que esteve na origem deste movimento descendente. Para já, como está bom de ver, este não seria o título que eu pessoalmente escolheria para me posicionar no PSI20. 

Gráfico da Galp:


Gráfico do Crude:


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