quinta-feira, 22 de junho de 2017

Jerónimo Martins não abranda. Mas também não cria referências para stops

A Jerónimo Martins continua a impressionar pela sua força ascendente e estabilidade de movimento. Só este ano já soma 23%, com um drawdown máximo de 7%. Sem dúvida um exemplo de bom momento, o que este título atravessa. Contudo, como eu costumo apontar, com a estabilidade negocial vem um problema prático: onde colocar os stops se não temos referências de negociação nas proximidades? Este é um dos motivos pelo qual é bom os títulos irem consolidando e/ou retraindo enquanto sobem. Porque quando isto não acontece, existe uma boa probabilidade de termos depois uma reacção mais exacerbada ao primeiro sinal de sell-off. A errada colocação de stops pode gerar um movimento mais rápido, que pode por sua vez levar a um aumento da incerteza. Não havendo escolha para além de lidarmos com o que temos, vamos a factos: para já, na minha opinião, o stop deve continuar abaixo da referência dos 15,10€. Quando muito, se necessário, pode deixar-se uma saída parcial para desalavancar a posição nos 16,09. Acima disso, acaba por existir um risco bastante elevado de saída precoce. Seja como for, eu não deixaria que isso me tirasse o sono. Enquanto estiver a progredir no sentido correcto, não inspirará grandes precauções. E em principio, em principio, após uma tendência ascendente muito pouco volátil e antes de um sell-off dá-se um periodo de maior volatilidade. É a esse sinal que eu ficaria agora atento.


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