domingo, 26 de março de 2017

Corticeira Amorim - Apesar do bom momento, deixamos um plano de fuga

A Corticeira Amorim vai, passo a passo, construindo o seu caminho e renovando novos máximos. Apesar de ser um título relativamente low-profile, tem vindo a multiplicar valor e a bater recordes de cotação. A quebra recente dos 9,66€, que representavam o anterior máximo histórico, poderá dar sustentabilidade para mais um rally. Sendo desejável a existência de uma consolidação antes de novo rally ascendente, não será certamente de desperdiçar se o mesmo surgir sem grandes avisos. Neste momento, o maior problema deste título é a significativa distância do ponto actual até ao ponto de saída segura.

Para ajudar quem está dentro, defini dois pontos de alerta no gráfico diário, um que considero ser o suporte principal e o outro que seria um suporte mais fraco, denominado de secundário. O suporte secundário, situado nos 8,45€, será o primeiro sinal de alerta de que algo poderá não estar bem. A sua quebra não significará, contudo, inversão de tendência. Ainda assim, poderá ser utilizado para fazer scaling out à posição. Já o suporte primário, situado nos 7,625€, é um ponto-chave absolutamente fundamental para o futuro de médio e longo prazo da cotação. A sua quebra em baixa representará uma inversão de tendência de médio prazo, e pode mesmo levar à inversão de longo prazo. Para já não há quaisquer evidências de que tal cenário possa vir a colocar-se. Contudo, manda a prudência que se trace um plano B para o caso de algum imprevisto suceder.


sábado, 25 de março de 2017

Semapa a preparar ataque a máximos

À semelhança do cenário na Portucel, a Semapa também está forte e de boa saúde. Depois de ultrapassar a marca dos 12,11 euros com algum esforço, luta agora para ultrapassar a marca dos 13,87€. Até ver, e apesar da retracção numa segunda tentativa de assalto, não me parece que este valor seja forte o suficiente para causar uma inversão de tendência. A triangulação provocada pelo preço neste início de ano é um bom sinal (já que revela progressão ascendente), e é expectável que quebre em alta. Ainda assim, manda a prudência que se vigie o pequeno suporte na base deste padrão, que se encontra nos 12,72€.

No gráfico horário há também boas indicações de progressão. Depois de uma quebra em alta da zona de resistência, esta deu na última sessão provas de ser um bom suporte ao repelir um forte movimento descendente gerado no intraday. A confirmar-se a força do suporte, este poderá servir como patamar para ataque à resistência do gráfico diário anteriormente mencionada. Acompanhemos os próximos passos.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Navigator a mostrar-se como um dos títulos mais fortes do nosso índice

A Navigator tem-se mostrado como um dos títulos do PSI20 com maior potencial ascendente. Desde que quebrou o duplo fundo em alta que o meu sentimento neste título se alterou para positivo, e tem definitivamente merecido a confiança que lhe depositei. Em cerca de 4 meses o título evoluiu 35%, após ultrapassagem do ponto de activação desse padrão que sinalizou a inversão de tendência. Pelo caminho ainda ofereceu pelo menos uma oportunidade de reforço, já que activou também um padrão de continuação que rapidamente atingiu o seu target. Para já, apesar de não se estranhar uma correcção um pouco mais intensa, não se vislumbram quaisquer sinais de inversão de médio prazo. Referências de negociação, temos algumas. A de médio prazo, apesar de relativamente ténue para o efeito, situa-se nos 3,40€. Havendo uma quebra da mesma, deixar-me-ia preocupado. Acredito, no entanto, que caso aconteça uma inversão devamos ter antes disso um mínimo relativo mais pronunciado. De um ponto de vista mais optimista, temos o recente máximo relativo. Estando actualmente tão próxima de máximos, nem faria sentido deixar outra referência além dessa.

Já no gráfico horário, existe um patamar intermédio de vigilância entre os 3,52 e os 3,54€. Poderemos ter nesta pequena zona de suporte um sinal de alerta indicador de uma correcção um pouco mais prolongada. Ainda assim, como disse anteriormente, não deixaria de considerar como normal se a mesma fosse quebrada e a cotação aproveitasse para aliviar um pouco. Contudo, quando um título atravessa um bom momento, antecipar correcções é sempre imprevisível. E, diga-se, acaba por não ser o mais importante. Essencial é que essas naturais correcções não coloquem em causa a tendência. Enquanto esta persistir, é deixá-la seguir o seu rumo.





domingo, 12 de março de 2017

CTT - Apesar do péssimo momento, vejo muito potencial no título

Os CTT estão a atravessar o momento mais negro da sua história recente nos mercados financeiros. No curto espaço de um ano e 4 meses perderam 55% do valor em bolsa, estando já largamente abaixo do valor a que foram vendidos pelo Estado. Apesar dos maus resultados apresentados pelo grupo (sendo o mais preocupante a quebra de 50% no lucro operacional do sector postal), a minha grande esperança neste título é o sector bancário. O Banco CTT é uma marca de confiança no mercado português, e a que mais pode capitalizar com os problemas reputacionais da CGD. Espera-se um lucro por esta fonte que deve já aproximar-se dos 15% das receitas totais do grupo. Se a este potencial de crescimento somarmos a actual yield (taxa de rentabilidade) de 9,68% e o rácio entre capitalização bolsista e lucros de 11,7, podemos concluir que o título parece estar a transaccionar de momento a valores atractivos.

Não havendo um agravamento da tendência descendente dos lucros, e mantendo-se a capacidade de pagamento deste nível de dividendo, o título deverá recuperar muito em breve o caminho ascendente. Deixo, contudo, um alerta. Apesar de já ter sido garantida a manutenção do dividendo em 2017, dificilmente o mesmo valor poderá ser mantido em 2018 se não houver um aumento de receitas. A 47 cêntimos por acção, os CTT estão a pagar 70 milhões de euros em dividendos, o que fica acima dos 62 milhões obtidos como receita em 2016. Considerando uma distribuição razoável para uma empresa madura mas que necessita de investir na sua área bancária de 85% dos lucros, a este nível de lucro o dividendo em 2018 teria de ser cortado para um valor a rondar os 35 cêntimos por título. Ainda assim muito razoável, já que colocaria a taxa de rentabilidade acima dos 7%, mas quando esta notícia surgir irá certamente desapontar o mercado.

Conforme indiquei na análise anterior aos CTT, não faz na minha opinião sentido adquirir nesta fase uma posição. O título está sob pressão das grandes casas de investimento e do mercado em geral, e a verdade é que quanto mais abaixo comprarmos maior será o potencial de crescimento. Importa, contudo, manter muita atenção à tendência e não tentar adivinhar o ponto mínimo da cotação. Mais cedo ou mais tarde o gráfico sinalizará algum padrão de inversão, e mesmo perdendo-se o arranque inicial haverá espaço e tempo suficiente para lucrar. Enquanto o título não mostrar sinais de recuperação sustentada, não tenho dúvidas que o melhor é deixá-lo cair. Para já, a minha fronteira de alerta está nos 5,11 euros. Suportes, neste momento, não há.


domingo, 5 de março de 2017

BCP entre um cenário mais optimista e um mais pessimista



  - Depois de um aumento de capital gerador de uma diluição massiva, o BCP parece querer voltar à estabilidade em termos de preço
 - Apesar de a consolidação no gráfico horário poder ser seguida de quebra em qualquer dos sentidos, a tendência prévia deverá prevalecer
-  A continuação da tendência prévia é igualmente expectável no gráfico diário, onde uma quebra descendente da consolidação poderá levar o título até aos 10 cêntimos
- Num cenário mais optimista, a quebra em alta da consolidação poderia levar o título até ao range dos 22 cêntimos
- Apesar de mais optimista, este é um cenário menos provável