domingo, 25 de junho de 2017

Sonae consolida entre suporte e resistência

Após uma inversão de tendência assente num padrão técnico, a Sonae segue o seu percurso ascendente com um ganho que já atingiu os 50% desde mínimos! Nada mau, em tão curto período de tempo. A subida tem-se mantido, mas para já a cotada parece consolidar entre os 90 e os 98 cêntimos. Como é sabido, sou apreciador de consolidações, pela importância das mesmas para a manutenção de uma tendência saudável. E, se tudo correr bem, será o que acontecerá neste caso. Se os 98 cêntimos quebrarem em alta, o título deve continuar a sua trajectória ascendente de médio prazo e progredir até à próxima resistência dos 1,06€. Caso a quebra aconteça no sentido descendente, existirá uma significativa probabilidade de correcção de curto/médio prazo, com uma retracção potencial até à zona dos 82 cêntimos. Até ver, a força da probabilidade aponta para uma quebra em alta.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Jerónimo Martins não abranda. Mas também não cria referências para stops

A Jerónimo Martins continua a impressionar pela sua força ascendente e estabilidade de movimento. Só este ano já soma 23%, com um drawdown máximo de 7%. Sem dúvida um exemplo de bom momento, o que este título atravessa. Contudo, como eu costumo apontar, com a estabilidade negocial vem um problema prático: onde colocar os stops se não temos referências de negociação nas proximidades? Este é um dos motivos pelo qual é bom os títulos irem consolidando e/ou retraindo enquanto sobem. Porque quando isto não acontece, existe uma boa probabilidade de termos depois uma reacção mais exacerbada ao primeiro sinal de sell-off. A errada colocação de stops pode gerar um movimento mais rápido, que pode por sua vez levar a um aumento da incerteza. Não havendo escolha para além de lidarmos com o que temos, vamos a factos: para já, na minha opinião, o stop deve continuar abaixo da referência dos 15,10€. Quando muito, se necessário, pode deixar-se uma saída parcial para desalavancar a posição nos 16,09. Acima disso, acaba por existir um risco bastante elevado de saída precoce. Seja como for, eu não deixaria que isso me tirasse o sono. Enquanto estiver a progredir no sentido correcto, não inspirará grandes precauções. E em principio, em principio, após uma tendência ascendente muito pouco volátil e antes de um sell-off dá-se um periodo de maior volatilidade. É a esse sinal que eu ficaria agora atento.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Pharol é como uma árvore morta a flutuar com a maré

Ainda na senda das telecomunicações, analisamos hoje a Pharol. Se bem que, note-se, a Pharol tem actualmente menos de empresa de telecomunicações do que a mercearia do meu bairro. Esta cotada é, que fique bem claro, um veículo especulativo que não deve ser confundida de forma alguma com um investimento em valor. Mas, sabendo que ainda existe quem a detenha, e partindo do princípio que tudo sobe (até as UP do Montepio!?!) quando o mercado está eufórico, vale a pena dar uma vista de olhos ao gráfico. E a verdade é que a Pharol chegou a atingir uma valorização de 450% desde mínimos, dos quais pelo menos 110% poderiam ter sido capturados recorrendo a uma entrada por simples leitura do gráfico. Insano? Sem dúvida. Mas uma boa prova de que por vezes a ignorância em termos de AF até pode trazer benefícios.

Mas o entusiasmo parece estar a esgotar-se, e desde máximos o título já caiu mais de 40%. Ora, a definição de curto prazo poderá estar prestes a surgir, já que a Pharol está encurralada entre um suporte e uma resistência. A resistência dos 31 cêntimos, actualmente a ser testada, pode ser a derradeira fronteira para mais um rally. A ser quebrada em alta, pode muito bem levar o título novamente até à zona dos 36 cêntimos. A não ceder, pode motivar o regresso ao suporte dos 23,6. E esta marca representa agora o único refugio que pode impedir o título de entrar numa nova espiral depressiva (que será, diga-se, o caminho de longo prazo mais provável).

Apesar do forte rally ascendente a que assistimos no último ano, que fique bem claro que (na minha opinião pessoal) a Pharol não passa de uma árvore morta outrora pertencente a uma magnifica floresta que se encontra actualmente a flutuar com a maré. Pela sua instabilidade e componente 110% especulativa, será um título que eu não tenho o mínimo interesse em negociar, nem curto nem longo. Mas compreendo quem o faça, e admito que a sua volatilidade pode gerar retornos interessantes. Ainda assim, prefiro sem dúvida alavancar-me 10x numa empresa estável para me expor a este nível de oscilação financeira, do que negociar esta Pharol.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

O que fará a NOS neste momento de (in)definição?

Enquanto uma boa parte dos títulos do PSI20 está já em sólido momentum ascendente, a NOS continua em contraciclo e sem capacidade de inverter a sua tendência de médio prazo. Desde meados de 2015 que tem vindo a reger-se por uma lógica de máximos relativos inferiores ao anterior, o que indica uma clara tendência descendente. E nem a boa prestação no campo das telecomunicações Nacionais e o terreno ganho em termos de market share lhe têm valido. O momento actual será, contudo, de importância significativa para o médio prazo. Com o título muito próximo da resistência dos 5,64€, e apoiado num H&S de inversão (apesar de a projecção já ter sido atingida), existe uma boa probabilidade de o ciclo negativo poder ser interrompido. Além do H&S, temos outra figura de grande relevo técnico a formar-se: um triângulo.

O problema com os triângulos é que o sentido da quebra nunca é seguro. Se por um lado existe uma maior probabilidade de existir uma continuidade da tendência que lhes deu origem, por outro lado também poderão ser padrões de inversão. É por isso fundamental esperar pela definição do movimento, e agir depois em conformidade. Se o triângulo quebrar em alta, acredito que a resistência quebre e se inverta o ciclo de médio prazo. Se quebrar em baixa, é provável que vejamos um novo reteste a mínimos. Para já, estou de fora na expectativa. Mas a acompanhar os desenvolvimentos, já que as coisas em breve deverão animar!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Vinci em estável tendência ascendente

Apesar de nas últimas semanas ter focado as análises sectoriais nos títulos nacionais, queria encerrar esta análise ao sector da construção com um olhar sobre a Vinci. Faço-o sobretudo pela beleza técnica do seu momentum ascendente, que vem a suportar-se num padrão de mínimos relativos consecutivamente superiores ao anterior (e numa linha de tendência um pouco forçada por mim). Há já alguns meses que acompanho e analiso este título, e não tem desiludido. Só desde Dezembro já soma mais de 30%, o que é bastante se tivermos em consideração a sua baixa volatilidade.

Num plano mais defensivo, o ponto de stop situa-se agora nos 72,22€. Até esse ponto, uma correcção é normal (até porque tivemos um gap de alta significativo. Abaixo desse ponto, levantam-se preocupações. Mas, para já, nada indicia uma aproximação a essa zona.