terça-feira, 15 de agosto de 2017

Navigator a activar padrão de inversão de tendência

Na mesma linha do que comentei na última relativamente à Altri, também a Navigator está neste momento a trilhar um caminho pantanoso. Após um percurso ascendente que a levou a ganhar 60% em menos de um ano (percurso iniciado por um padrão de inversão), activa agora um H&S com projecção nos 3,3€. Mas o mais preocupante é que, como sabem, quando um padrão de inversão se activa geralmente o objectivo mínimo não é o ponto mínimo atingido pela cotação. A tendência de médio prazo tende a inverter, por vezes durante meses. É verdade que a Navigator ainda pode evitar males maiores se ultrapassar a zona dos 3,81€ e inviabilizar este padrão de inversão. Contudo, e apesar de o volume na activação não ter sido muito alto, a fiabilidade dos H&S leva-me a recear que este ciclo ascendente poderá realmente ter sido comprometido.


sábado, 12 de agosto de 2017

Altri em potencial inversão de tendência!

Depois de uma consistente subida que rendeu quase 60% num só ano, a Altri parece mostrar agora os primeiros sinais de inversão com a activação de um topo arredondado. Apesar de ser uma afirmação precoce por ter acontecido há pouco tempo, pessoalmente não tenho dúvidas em afirmar que o mais sensato será esperar de fora. Quando um padrão como estes é activado, não é só a projecção que está em jogo. É todo um potencial de inversão de tendência que pode levar a uma correcção major e mais estendida no tempo. Pior que isso, o título não tem suportes consistentes até aos 3€, e ainda faltam 20% para essa marca. Poderá ser apenas um mau momento, que não tarda irá reverter? Pode, sem dúvida. Após ser atingida a projecção dos 3,71€, o título pode voltar a ganhar fôlego e atacar novamente máximos. Mas, mais uma vez reafirmo, manda a prudência que nestes casos se espere de fora por sinais consistentes de anulação da inversão.

sábado, 5 de agosto de 2017

Negociação Automática - O balanço de mais 3 meses de negociação

Depois de a conta ter atingido um novo máximo histórico em meados de Maio, o final desse mês e início de Junho foram calamitosos. Uma quebra superior a 20% no capital resultante de 4 maus dias de negociação (não consecutivos) levaram-me a questionar a fé neste método e a retrair relativamente a uma maior alocação de capital. Não que tenha sido algo de verdadeiramente extraordinário em termos de amplitude, na verdade não é nada a que não esteja regularmente habituado no contexto da negociação de outros instrumentos. Mas neste caso não havia registos de tal variabilidade num tão curto espaço de tempo, e isso levou-me a ponderar encerrar a experiência. Acabei por não o fazer, mas após alguns dias de ponderação alterei a minha abordagem. 

O que aconteceu nestes 4 dias foi, basicamente, uma enxurrada de notícias surpresa num horário não esperado. Já não me recordo ao certo de cada uma delas, mas lembro-me que pelo menos 2 se deveram a intervenções inesperadas do presidente Trump, que abalaram profundamente a estabilidade dos scalpers de sessão Asiática. Não tendo eu o tempo nem a paciência para seguir de forma exaustiva todos os acontecimentos no mercado de forex para evitar situações semelhantes, acabei por abdicar do controlo de risco e passei a replicar de forma integral os movimentos da conta do Marcello. Ele tem outros mecanismos de protecção na conta e tem pessoas a trabalhar para ele a pesquisar de antemão a possibilidade disso acontecer. Assim perco um pouco do controlo (continuo a poder decidir o factor de replicabilidade a utilizar) em termos de money management, mas acabo por só ter de me preocupar com este investimento quando vou fazer o acompanhamento à sua progressão (que faço no máximo 1 vez por mês). Pode ver-se pelo gráfico abaixo que desde que fiz essa associação à conta do Marcello (próximo do mínimo) a agressividade de movimentos da conta aumentou significativamente.

Em forma de balanço, 11 meses passados e a conta está agora no break-even. Tem sido uma experiência bastante importante em termos de conhecimento pessoal, e sem dúvida que tem valido a pena. Apesar deste contratempo, continuo a acreditar que a diversificação com recurso a estratégias automatizadas deve fazer parte do nosso portfolio. Ainda não é um método infalível, mas vai-se adaptando à realidade e melhora a cada dia que passa.

P.S.: Na próxima terça-feira teremos mais um webinário de análise técnica, desta vez para analisar padrões de consolidação. Venha participar e traga os seus títulos para analisarmos em conjunto, a inscrição é grátis! Link para inscrição

segunda-feira, 31 de julho de 2017

REN - Uma máquina de distribuição de dividendos

Goste-se mais ou menos do estilo da REN, a verdade é que ela tem uma estabilidade que poucos títulos na nossa praça demonstram ter. Fruto, em grande parte, das características do seu negócio e da constância associada ao mesmo. Em termos de trading, os movimentos que faz são lentos e pouco expressivos. Nos últimos três anos e meio negociou num range de amplitude inferior a 20%, com distribuições de dividendo (assinaladas no gráfico pela seta dupla) a rondar os 5% por período. Neste range limitado de preço, o comportamento é cíclico (já o tinha retratado no ano passado, desconfio que o retratarei novamente no ano seguinte): O preço tende a subir antes do pós dividendo, e mergulha após o desconto deste ao preço. Este ano não foi excepção, e dos 19% de amplitude que tem feito nos últimos anos, desde que distribuiu dividendo já leva uma queda acumulada de 11%. 

A receita para este título tem sido simples: comprar no range inferior da lateralização (por volta dos 2,35), e vender no range superior (por volta dos 2,9€). Caso as coisas corram menos bem e o range inferior seja quebrado, desde que o título continue a pagar um dividendo na casa dos 17 cêntimos não há qualquer tipo de problema. A uma cotação de 2,35€, esses 17 cêntimos representam uma yield de 7,27%/ano. Suficientemente acima do que rende actualmente a maioria dos produtos semi-conservadores para tornar este título pachorrento discretamente interessante. 


quarta-feira, 26 de julho de 2017

EDP - "A linearidade dos seus swings de curto e médio prazo promovem uma negociação tendencial tranquila e lucrativa"

A EDP tem vindo a reagir positivamente, após um inédito ciclo de 16 barras vermelhas consecutivas. Esta sequência surge num período temporal em que o título está há já vários meses a lateralizar. Longe, portanto, da linearidade ascendente de outros tempos.

Neste momento, e desde há já alguns meses, para eu negociar a EDP só mesmo se for no gráfico horário. A linearidade dos seus swings de curto e médio prazo promovem uma negociação tendencial tranquila e lucrativa, sem grandes contratempos. Para já, parece pelo gráfico horário que este swing ascendente poderá ser para manter. A ultrapassagem da zona dos 2,95€ acabou por representar a activação de um padrão arredondado, que só será inviabilizado se a mesma marca for recuperada em baixa. Caso esta zona seja recuperada, o sentido da negociação inverte-se novamente. A vantagem de negociar num timeframe mais curto é esta mesma, a animação não pára.

De uma forma simplista, é esta a situação geral: No gráfico diário, trend following é para esquecer. Horário, para aproveitar. O sentido da negociação? Depende do sentido que estiver a ser ditado pela tendência de curto prazo.